domingo, 27 de novembro de 2011


Viver é um rasgar-se e remendar-se. Guimarães Rosa

Não há uma saúde absoluta, assim como não há uma doença absoluta. No "diálogo com a vida", saúde e doença coexistem, equilíbrio e desequilíbrio, harmonia e perturbação da harmonia são polaridades da totalidade em movimento.

Canguilhem, em O normal e o patológico (2010, p. 10), acrescenta:
A doença não é somente desequilíbrio ou desarmonia, ela é também, e talvez principalmente, o esforço que a natureza exerce sobre o homem para obter um novo equilíbrio. A doença é reação generalizada com intenção de cura.


Nesta concepção a doença não é algo para ser combatido, mas compreendido, pois é um "sentido": de um lado, enquanto linguagem simbólica; de outro, enquanto direção. (Olivier; Falala; Gaume; Rodde. "A saúde – O patológico – A cura – O médico". Revista de Homeopatia, São Paulo, (1) : 40-3, jan-mar 1994.)

domingo, 20 de novembro de 2011


Saúde e doença são expressões da totalidade do ser

Esta é uma concepção antiga, remonta à Hipócrates (460 – 377 a.C.) de Cos.

Em O normal e o patológico, Georges Canguilhem (2010, p. 10) diz, ao se referir à concepção da escola de Cos: [...] a doença não está em alguma parte do homem. Está em todo o homem e é toda dele.

E é por isto também que encontramos no texto de Célia Barollo, Transdisciplinaridade e homeopatia (2004), a afirmação de que para Hipócrates havia doentes e não doenças.

É dentro desta concepção que eu situo o meu trabalho.

sábado, 19 de novembro de 2011

É uma insensatez afirmar que o corpo está doente...

Doença é uma palavra que se pode usar apenas no singular; o plural – doenças – é tão sem sentido como o plural de saúde: saúdes. Doença e saúde são conceitos singulares, pois se referem a um estado das pessoas, e não, como se costuma dizer hoje com freqüência, a órgãos ou partes do corpo.

[...] se a consciência de uma pessoa se desequilibra, o fato se torna visível e palpável na forma de sintomas corporais. Por isto é uma insensatez afirmar que o corpo está doente: só o ser humano pode estar doente; no entanto, este estar doente se mostra no corpo como um sintoma.
(Dethlefsen, Thorwald; Dahlke, Rüdiger. A doença como caminho. São Paulo, Cultrix, 2007, p. 14)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011






As coisas assim a gente não perde nem abarca. Cabem é no brilho da noite. Aragem do sagrado. Absolutas estrelas. Guimarães Rosa