domingo, 27 de novembro de 2011


Viver é um rasgar-se e remendar-se. Guimarães Rosa

Não há uma saúde absoluta, assim como não há uma doença absoluta. No "diálogo com a vida", saúde e doença coexistem, equilíbrio e desequilíbrio, harmonia e perturbação da harmonia são polaridades da totalidade em movimento.

Canguilhem, em O normal e o patológico (2010, p. 10), acrescenta:
A doença não é somente desequilíbrio ou desarmonia, ela é também, e talvez principalmente, o esforço que a natureza exerce sobre o homem para obter um novo equilíbrio. A doença é reação generalizada com intenção de cura.


Nesta concepção a doença não é algo para ser combatido, mas compreendido, pois é um "sentido": de um lado, enquanto linguagem simbólica; de outro, enquanto direção. (Olivier; Falala; Gaume; Rodde. "A saúde – O patológico – A cura – O médico". Revista de Homeopatia, São Paulo, (1) : 40-3, jan-mar 1994.)

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